Falando por falar

Às vezes tentamos manter nossas esperanças, acreditar até o último fio de perseverança que as coisas podem acontecer. Retiramos da época de infância aquela vontade de querer acontecer e consequentemente, tornar real, aquele brilho no olhar de quem acaba de ganhar a boneca mais linda ou o carrinho mais potente, daí quando a gente cresce, um sorriso ou uma mera palavra revira todo o seu mundo de cabeça para baixo, o sol brilha mais, as noites são mais bonitas, os dias são mais alegres, o coração bate mais forte, e o mundo que antes necessitava de n coisas para ser o seu mundo, se resume a uma só. daí você quer carregar o mundo consigo, cuidar, dar amor, afeto, pegar no colo, dar toda a proteção sob as suas asas, a dependência cresce, não existe mundo sem o SEU mundo, a saudade aperta, o tempo corre devagar, o sorriso com aperto no coração já dá sinal, faz a saudade escorrer pelos olhos, escapa, sem querer. a eternidade é pouco, cada minuto é muito curto, o perfume te cerca, te instiga, te faz sentir cócegas, te faz pensar no dia anterior. o medo vem, ligeiramente, pensar no futuro, na incerteza, na ausência, no vazio, no SEU mundo sem o mundo que você tem, no não ver, não tocar, não sentir, não olhar no fundo dos olhos, não dizer a importância da sua existência, não poder fazer planos. a incerteza dói, tortura, faz se sentir a beira de um abismo, onde um passo a frente, no caso, o futuro, pode colocar tudo a perder, pensa, repensa, flashes na sua mente. você acorda, seu mundo está ao seu lado, ele sorri, o medo vai embora, até a próxima madrugada.


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